19.6.08

Alice desesperada

Antes que a dor se esqueça,
quero chegar ao topo da montanha...
É preciso correr para não sair do lugar!

Antes que a vontade adormeça
a possibilidade da toca...

Beba-me!
Coma-me!
...Imagine fazer mesura
quando se está despencando no ar...

Antes que o espelho se transforme em porta
Antes que o fumo da lagarta se acabe
e mil chapeleiros me sirvam mil chás
Antes que se embaralhem as cartas

Antes do nascer dos porcos e do cantar das morsas
Antes que o ovo me reconheça...
Ah, antes ainda que o sorriso do gato desapareça
Antes que se cortem as cabeças!

Beba-me!
Coma-me!
...Imagine fazer mesura
quando se está despencando no ar...

Ah, é o amor!
É o amor que faz o mundo girar!

gêmeo de quê?

hoje é meu aniversário [19/06] e agora estou sozinha em casa, em frente ao computador, ouvindo metallica e nightwish... a vida é estranha. há muito tempo eu não ouvia metal e agora deu vontade. 28 anos! dizem q a cada 7 anos mudamos todas as nossas células. sou uma nova pessoa hoje. e essa afirmação é tão óbvia que é ridículo dizer... mas já falei. 28 é um número perfeito na matemática. não sei se na vida, pq tenho a impressão q nada na vida é perfeito. aliás, o que é isso? tenho levado alguns sustos e hoje está tudo uma bagunça na minha cabeça. por isso eu preferi ficar sozinha nesse dia a fazer festa. não estou nem um pouco em clima de auto-comemoração. e tb não sei muito bem o que escrever. na verdade eu estava achando que tinha mil coisas pra dizer aqui mas agora to vendo q não. espero q ninguém perca tempo com essa divagação boba. ando pouco criativa, isso é um tanto doloroso. tenho alguns livros esperando para serem terminados, músicas por fazer, sonhos se esvaindo... uma neblina cobre um pouco o horizonte e meu barco tá meio sem rumo. mas tem uma correnteza. embora eu não goste muito de ser levada pela maré não. gosto é de nadar contra ela e criar redemoinhos. só que exatamente agora não sei. e encerro aqui com essa típica frase de geminiano... e eu odeio o que é típico... e como diz uma aluna minha: "pode crê"