biografia

Vanessa Rocha é poeta e escritora, mas atualmente é mais conhecida como produtora do meio orquestral carioca. Geminiana típica, como gosta de provocar, não saberia escrever sobre um só assunto ou produzir sempre nos mesmos formatos. Acredita na união dos saberes para o crescimento como ser humano e para uma humanidade mais justa: astrologia, filosofia, matemática, física, artes, yoga, biologia, tudo tem o mesmo peso em sua balança, assim como alguns livros de escrita rasa e obras primas da literatura, música pop e sinfonias de Mahler. Desistiu de tentar um doutorado em Filosofia, onde iria pensar o lugar da música e da literatura “clássica” no mundo contemporâneo, para: viajar mais, meditar mais, fazer um curso de sommelier, voltar a cantar, estudar alemão e francês, investir em projetos que acredita e escrever e lançar o seu primeiro romance, já em andamento.

Desde 2006, mantém o blog “Confissões em Poesia e Prosa”. Em 2007, lançou o seu primeiro livro de poemas, “Novelo”, pela Editora Multifoco. O segundo veio em 2013, pela Editora Mundo das Ideias, “Poemas em carta e outras poesias”. De vez em quando, se arrisca na atuação e declamação. Entre os seus últimos trabalhos para o palco, montou um espetáculo inspirado no seu segundo livro, escreveu poemas que foram recitados junto a orquestras e fez o roteiro de um monólogo a partir de “Grande Sertão: Veredas”, onde também atuou como Riobaldo. Em meio a tudo isso, atua como produtora da Orquestra Sinfônica da UFRJ e diretora executiva da orquestra Johann Sebastian Rio.

Sua ambição como escritora é ter um romance publicado em várias línguas. Sua ambição literário-musical é escrever um libreto de ópera trágica e produzir a estreia.

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Breve narrativa da vida

Meu nome é Vanessa Rocha da Silva, mas uso apenas Vanessa Rocha porque acho mais sonoro e forte para uma candidata a escritora, embora este sobrenome seja de um dito cujo que abandonou a minha bisavó grávida porque tinha ciúmes doentios dela. Ele saiu para comprar cigarros e sumiu. Literalmente! Não é lorota. Na minha família, esse tipo de história existe! Nasci em Petrópolis, em 1980, sob o inquieto signo de gêmeos. Petrópolis é a terra do meu bisavô fujão e de toda a família Vieira (o sobrenome que eu deveria ter), exceto da minha mãe que, por um acidente histórico, nasceu em Juiz de Fora. Essa família, repleta de mulheres fortes e histórias de amor, formou-se a partir de empreendedores e alguns artistas de descendência açoriana. Sou tataraneta de um corajoso rapaz que, no final do século XIX, atravessou o Atlântico, saindo da Ilha Terceira de Açores para fazer a vida na serra fluminense. Carrego as montanhas e o mar dentro de mim. Neta de atores amadores por parte de mãe, aprendi a amar a arte com os meus avós. Filha de dois batalhadores, entendi desde cedo que o sol brilha para os que correm atrás! Irmã mais velha de uma aquariana e uma escorpiana, nunca deixei de aprender muito sobre o amor. Moro no Rio de Janeiro, cidade que amo e, às vezes, não suporto. Não sei se eu seria mais feliz em Paraty, Roma, Viena ou Berlim, cidades que eu amo! Ou talvez numa praia paradisíaca, acordando todo dia para mergulhar, atividade que eu amo! Ou quem sabe em Bali... Não sei se voltarei a morar na minha terra um dia. A vida é mistério!

Como poeta e escritora, sou autora do livro Novelo, publicado em 2007, que contém poemas que escrevi dos 13 aos 27 anos e um conto chamado "Gosto de Manjericão", e do livro Poemas em carta e outras poesias, lançado em 2013 pela Editora Mundo das Ideias. Escrevi e publiquei também alguns outros contos e inúmeros ensaios sobre arte, música e cultura e um livro sobre história da música que está sendo revisado e deve sair em 2017. Até 2020, pretendo escrever um outro que anda me tomando as ideias... sobre a história da família! Porque 2020? Não sei. Para ter um prazo, mesmo que ele mude depois.

Minha formação é em Produção Cultural pela UFF, mestrado em Comunicação pela UFRJ e especialização em Economia da Cultura pela Universidad de Valladolid, na Espanha, onde fui bolsista do Ministério da Cultura espanhol. Como produtora desde o ano 2000, dirigi e coordenei produções nacionais e internacionais, entre festivais de arte, shows, concertos e seminários, e a minha escola de produção real foi um lugar chamado Centro de Artes UFF, onde trabalhei de 2001 a 2006. Desde 2008, sou produtora cultural na UFRJ. Nesta universidade, atuei por cinco anos no Fórum de Ciência e Cultura, especialmente no campo da música de concerto. Hoje trabalho na Escola de Música, tão somente a escola de música mais antiga do país, como produtora de sua Orquestra Sinfônica. A música é o meu outro e uma paixão - e a minha palavra precisa dela! É por isso que, como produtora, decidi fincar as minhas estacas na música. E esta paixão me levou a fazer parte da criação de uma orquestra de câmara com um grupo de músicos - e amigos - maravilhosos, a Johann Sebastian Rio, da qual sou a diretora executiva. Um presente que a vida me deu!

Também fui professora de planejamento cultural por 4 anos em cursos de graduação da UFF e da ESPM. Hoje, dou aulas em cursos rápidos apenas, pois a minha rotina é inconciliável com qualquer calendário acadêmico. Aos 19 anos, me formei em teatro, em curso profissionalizante, e atuei em peças com textos clássicos de Brecht e Garcia Lorca. Mas foi a música que me manteve nos palcos, como cantora, entre os anos de 2006 e 2010. Estudei canto com Sônia Leal e Analu Paredes. Em 2013, montei um espetáculo para o lançamento do meu segundo livro, unindo música, teatro e poesia. A partir de 2015, resolvi me enveredar mais ainda na trilha da poesia falada e da prosa interpretada. Entre 2015 e 2016, declamei, no palco da Sala Cecília Meireles, um poema meu dedicado aos músicos, com a Johann Sebastian Rio, quatro poemas de minha autoria, também com a Johann, inspirados nos quatro sonetos escritos por Vivaldi para As Quatro Estações, escrevi um poema - em homenagem ao Rio (Rio 450 gestos) - para declamação do músico e ator Márcio Sanchez, e montei, com Márcio, o auto "Viver é muito perigoso; e não é não" com roteiro meu a partir do magistral Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, interpretação minha e direção e música dele. Uma jornada e tanto que "carece de ter coragem".

Desde 2002, sigo no caminho de muito aprendizado que é o Yoga e é isto que me segura quando a ponte balança, junto com a palavra. Escrever é, para mim, também uma questão de saúde psíquica.

Acredito no poder das redes de afetos e no amor, mas não deixo de flertar com a malícia do mundo, porque o "bem" e o "mal" não são absolutos e convivem dentro de cada um de nós. Sonho ter um barco, viajar muito ainda, escrever muitos livros e, até o fim da linha, produzir o que amo. Definitivamente, acho que a vida é muito curta para um geminiano. E gosto mesmo da sensação de que esta vida é sim um grande, bonito e profundo mistério. Quer saber um mistério? Em 2012, descobri que o meu nome, Vanessa, foi criado pelo escritor Jonathan Swift em um poema de despedida, chamado Cadenus e Vanessa. Interessante, não? Até o século XVIII o meu nome não existia no planeta (tenho um nome Barroco!!!) e um escritor o criou em um poema de despedida dedicado para a sua amante. O nome é um codinome, criado a partir do sobrenome e do diminutivo do nome da mulher, que se chamava Esther Vanhomright... Eu já escrevia há anos quando descobri isso e fui descobrir exatamente quando estava produzindo o meu livro de poemas dedicados. A vida é mesmo um mistério...

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