27.2.14

em breve


Pelas mãos de Mozart: crônica de uma viagem pela terra da música... e de muito mais!

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uma nova carta, para manter a tradição...


meu caro amigo
parabéns pra gente
somos os reis da transgressão

e eu sou agora um grande ponto de interrogação!

parabéns pra mim
ando vivendo melhor do que eu esperava
embora ainda um tanto atrapalhada...

mas estou aqui exausta, feliz e deslocada
sem entender absolutamente nada

mas para que entender, não é?
perda de tempo... como já lhe disse

o novo é assim mesmo
algo que, nas palavras, não existe

quem sabe, na música...
Nietzsche diria que sim

mas enfim,
o melhor que fazemos é ir vivendo

porque sabes bem...
nossas almas conversam muito bem

mas você é tão bonito...

deveria ir tocar violino na lua
pra ficar bem longe
#sóquenão

longe de mim a ironia...
eu sou alguém sem muita pretensão...

meu caro amigo
você sabe que sou feliz sem você
mas com você a vida é tão mais bonita

inclusive com a sua acidez típica

e com cada pedacinho do seu mundo
aquele, cuja partitura não ando lendo tão em silêncio assim...

seus olhos de infinito não permitem
só me resta transgredir
fazer o quê...

a vida é bonita de doer quando você ri

e quando fala sem parar

quero mais é que fale sempre
fale a vontade
meus ouvidos devem ter nascido também pra ti
e eles amam te ouvir

desabafe!
gosto de ser porto
porque também sei ser barco
- e preciso sê-lo -
nessa vida tão cheia de nó pra desatar
e ainda muitos laços ...

mas vai saber o que ela nos reserva...
sei que de ti eu tive o abraço na hora certa

e transforma, o seu abraço, toda a graça do espaço
e renova minha energia

incrível sua capacidade de revirar minha vida

está dito em livro
está dito no meu dia a dia

e meu corpo se alivia
por saber que a estrada é longa
e há muito ainda por viver

espero ter forças pra nunca "te perder"

pois quero viver a certeza
do nosso brinde em Veneza

se pelo motivo que dissemos, não importa
tudo é motivo para um brinde, afinal

essa vida parece até um carnaval...
tem barulho, tem caos,
tem melancolia,
e tem aquela alegria
de viver o que pede o dia
e transgredir

mas uma regra eu não transgrido
em se tratando de poesia, mantenho a minha palavra,
e lhe digo:

feliz o dia em que entrou na minha vida!
nem ouse querer sair agora
ou te deixo falando sozinho
do lado de fora
(é, eu sou mesmo irônica...)

imagina se eu faria isso
confesso, sou coração mole

imagina se você sairia...

a gente não tem para onde sair
tudo é dentro
e a vida é um fluxo
repleto de grande mistério
e muitos intentos

e eterna enquanto vivemos...

25.2.14

o inevitável

passou, o passado
e radicaliza sua falta de sentido
nesta hora

passou o passado

anunciou sua demora
e partiu

uma hora passa
uma hora se transforma em filme
que deixa marca
mas que não é mais que marca
porque se não gera esforço para lembrar as cenas
elas sequer são lembradas

o acontecido ficou lá
no tempo em que foi presente
e o presente é tão somente o presente

um dia fica tão distante
que deixa de existir no tempo
e se torna uma curiosidade afetiva

somos espectadores da nossa própria vida
o que importa é o que está sendo

passou o passado
e o que vem a partir de agora
é a excitante novidade

o novo que nem sei
e aquele que já brota
fruto de semente plantada sem querer
no rastro de uma gaivota...